Airbnb em Foz do Iguaçu: quanto rende e as oportunidades para investir
Turismo em alta, ocupação e diárias de Foz, comparação com o aluguel tradicional e um simulador de rentabilidade e payback para o seu imóvel.
4 de novembro de 2026 · 6 min de leitura

Foz do Iguaçu vive de visitantes o ano inteiro: Cataratas dos dois lados da fronteira, Itaipu, compras no Paraguai e eventos. Para quem tem ou quer ter um imóvel, isso abre uma alternativa ao aluguel tradicional: o aluguel por temporada, por plataformas como Airbnb e Booking. Abaixo, os números do mercado, quanto um imóvel pode render e os cuidados que fazem diferença, com um simulador para você testar o seu caso.
A demanda: o turismo de Foz voltou ao topo
O Parque Nacional do Iguaçu, principal atrativo da cidade, recebeu 2.020.359 visitantes em 2025, empatado com o recorde de 2019 e mais que o triplo de 2021. Em 2025 ele foi o 2º parque mais visitado do Brasil, e 2026 segue mais forte: a marca de 1 milhão de visitantes chegou em 14 de junho, e julho de 2026 foi o maior mês da história do parque, com 263.150 visitantes (cerca de 20% acima de julho de 2025).
Não são só as Cataratas. Em 2025, o Complexo Turístico de Itaipu somou 514 mil visitas (+5% sobre 2024), e o aeroporto de Foz passou de 2,2 milhões de passageiros, cerca de 12% a mais que no ano anterior. Mais gente chegando significa mais noites para vender.
O mercado de temporada em Foz hoje
Segundo a plataforma de dados AirROI (12 meses, de novembro de 2025 a outubro de 2026), Foz tem cerca de 3.388 anúncios ativos, com:
- ocupação média de 42,1%;
- diária média de R$ 384;
- receita média de R$ 42.215 por ano por anúncio, 34,5% a mais que no período anterior.
A ocupação muda ao longo do ano. Os picos acompanham as férias de julho, o fim de ano e a primavera, e o outono é mais calmo:
Um cuidado: cada plataforma de dados conta os anúncios de um jeito, e outras fontes mostram ocupação e diária diferentes. Use esses números como referência do mercado, não como promessa. O resultado de cada imóvel depende da localização, do tamanho, das fotos, das avaliações e de como ele é administrado.
No Brasil como um todo, um estudo da FGV encomendado pelo Airbnb calculou que a plataforma movimentou mais de R$ 113 bilhões na economia em 2025, cerca de 13% a mais que em 2024. No primeiro trimestre de 2026, as noites reservadas por brasileiros cresceram mais de 20%.
Temporada ou aluguel tradicional: quanto rende cada um
O aluguel tradicional é a referência mais conhecida. Pelo Índice FipeZAP, ele rendeu em média 6,13% ao ano no Brasil em setembro de 2026, sem contar a valorização do imóvel (em Curitiba, a capital do Paraná, o índice estava em 4,74% ao ano em março de 2026). Vale comparar também com as aplicações:
Com a Selic alta, o aluguel tradicional sozinho perde para a renda fixa. Por isso o imóvel costuma valer a pena por três motivos somados: a renda do aluguel, a valorização (o próprio aluguel subiu 7,11% em 12 meses até setembro de 2026, acima da inflação de 3,95%) e a segurança de um bem real. A temporada entra aqui: bem localizada e bem administrada, pode render mais por mês que o aluguel tradicional.
Não existe um índice oficial de rentabilidade do aluguel por temporada, como existe para o tradicional. Por isso, em vez de prometer um número, deixamos a conta com você. Os valores iniciais usam a diária e a ocupação médias de Foz (AirROI), a taxa de 16% do Airbnb e um aluguel tradicional pela média do FipeZAP. O valor do imóvel e os custos fixos são exemplos. Mude tudo para o seu caso:
Simulador: quanto rende e em quanto tempo o imóvel se paga
Mexa nos valores e compare o aluguel por temporada com o aluguel tradicional.
- Líquido por mês
- R$ 2.532
- Rentabilidade ao ano
- 7,6%
- Se paga em
- 13,2 anos
- Líquido por mês
- R$ 1.845
- Rentabilidade ao ano
- 5,5%
- Se paga em
- 18,1 anos
Simulação educativa, sem impostos, financiamento, mobília, vacância do aluguel tradicional nem valorização. Antes de decidir, peça um estudo do imóvel e confira as regras do condomínio. Valores iniciais: diária e ocupação médias de Foz (AirROI, nov/2025–out/2026); custos de 30% = taxa de 16% do Airbnb + limpeza e gestão; aluguel tradicional pela rentabilidade FipeZAP de 6,13% ao ano; valor do imóvel e custos fixos são exemplos.
Repare no que mais pesa: ocupação e diária. Poucos pontos de ocupação mudam o resultado do ano. Já os custos variáveis (taxa da plataforma, limpeza, lavanderia e, se houver, a gestão) levam uma boa fatia da receita. A taxa do Airbnb para quem anuncia no Brasil é de 16% no modelo cobrado só do anfitrião. A gestão por coanfitrião ou administradora costuma ficar entre 15% e 30%, conforme o serviço.
Comprar ou construir para temporada: o que observar
Localização é quase tudo. Os hóspedes de Foz querem chegar rápido às Cataratas, à Ponte da Amizade, a Itaipu, ao aeroporto e a restaurantes. Regiões centrais e bem servidas tendem a ocupar mais. Ruas tranquilas e seguras pesam nas avaliações.
O tamanho certo. Studios e apartamentos de 1 ou 2 quartos atendem casais e pequenos grupos, a maior parte da procura, e custam menos para mobiliar e manter. Casas maiores, com piscina e churrasqueira, atendem famílias e grupos e cobram diárias mais altas, mas costumam ter ocupação menor.
Para quem vai construir, dá para planejar desde a planta:
- fechadura eletrônica e entrada sem chave (o hóspede chega a qualquer hora);
- isolamento acústico entre as unidades e uma boa cama;
- ar-condicionado em todos os ambientes (o verão de Foz é quente);
- vaga de garagem, Wi-Fi forte e lavanderia prática para a troca de roupa de cama;
- acabamentos fáceis de limpar e resistentes.
Mobília e fotos fazem preço. Um imóvel bem decorado, com fotos profissionais, cobra diária maior e aparece mais na busca. As primeiras avaliações definem o ritmo do anúncio.
Atenção às regras: condomínio e lei
Este é o ponto mais importante para quem vai comprar apartamento:
- A Lei do Inquilinato (Lei 8.245/91, art. 48) define a locação para temporada como a de até 90 dias, e permite receber o aluguel adiantado.
- Em maio de 2026, a 2ª Seção do STJ entendeu, por 5 votos a 4, que em condomínio residencial o aluguel de curta temporada só é permitido quando a convenção autoriza expressamente. Mudar a convenção para isso exige 2/3 dos condôminos. A decisão não obriga os outros tribunais, e o tema está sendo julgado como recurso repetitivo (Tema 1.443), ainda sem tese final.
Na prática: antes de comprar um apartamento para alugar por temporada, leia a convenção do condomínio e confirme se ela permite expressamente esse uso. Prédios que já nascem autorizando a temporada, e casas fora de condomínio, saem na frente. Quem incorpora ou constrói pode prever essa autorização desde o início, e isso vira argumento de venda.
Converse também com o seu contador sobre o imposto de renda do aluguel e veja se há alguma exigência da prefeitura para a atividade.
Vale a pena?
Para quem escolhe bem o imóvel e cuida da operação, o aluguel por temporada em Foz combina demanda crescente, diárias que acompanham o turismo e a flexibilidade de usar o imóvel quando quiser. Em troca, exige mais trabalho (ou uma boa gestão) e tem renda que varia mês a mês.
Se você quer comprar, construir ou adaptar um imóvel para temporada, fale com a gente. Ajudamos a escolher a região, conferir a convenção do condomínio e estimar a diária com base em imóveis parecidos. Veja também os imóveis à venda e quanto vale o seu: avaliação gratuita.



